Análise: CLT

CLT é um jogo desenvolvido pela Not a Game Studio que aponta para um público adulto. Essencialmente é um jogo de cartas de arte de tarô sobre a ideia da sexualidade feminina. Para quem está à espera de algo bastante gráfico pode esquecer. Basicamente o jogo é um jogo simples com cartas de tarô inspirado nas pinturas de Rorschach e baseado nos órgãos genitais femininos, mas nada aqui é explícito. Como jogo não posso dizer que fiquei muito surpreendido. É um jogo pequeno onde nada é explicado, tentando ser um daqueles jogos artísticos que ninguém parece perceber.

A dinâmica do jogo não é de todo clara e só depois de passar o primeiro nível é que começamos a perceber minimamente o que passa aqui. Através das cartas desbloqueamos frases, movimentos ou memórias que estão ligados a determinados temas, profundamente ligados ao erotismo da protagonista. Cada deck de cartas tem o seu próprio tema e cada escolha afeta o fluxo de ideias da personagem.

A jogabilidade é muito simples, que se explica quando olhamos para o ecrã com a diversão a residir precisamente nisso, nomeadamente no facto de termos de compreender sem ajuda. Lendo a descrição do tarô, a realidade torna-se mais evidente e as frases cada vez mais explícitas, mesmo que censuradas. CLT é um produto original, que tenta oferecer aos jogador uma experiência bastante própria e única no mundo dos jogos dedicados à sexualidade, mesmo que quando medido por todas as métricas do que faz um bom jogo, não possa dizer que seja muito bom em alguma delas.

CLT é interessante durante algum tempo, não muito e os seus criadores sabem isso mesmo, já que o jogo apenas dura um par de horas. Este é um daqueles jogos descartáveis que irão achar intrigante durante algum tempo, graças à sua premissa bastante única. Sinceramente, dado o preço do jogo não posso deixar de recomendar que joguem, especialmente porque não encontram outra experiência exatamente igual a esta.

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