Análise: Growbot

O género aventura point and click foi durante algum tempo um dos mais populares, mas com o tempo foi perdendo terreno para outros mais focados na ação. Foi durante essa altura que saíram os melhores clássicos, mas isso não quer dizer que não continuem a sair jogos muito bons do género e que quando olhamos para trás, sejam até melhores do que alguns dos jogos que consideramos clássicos.

Desenvolvido pela Wabisabi Play, criada por Lisa Evans e antiga ilustradora profissional, Growbot é um trabalho de paixão, pensado por alguém que quer dar vida à sua arte. Aqui jogamos como Nara, um pequeno robô que vive a bordo de uma estação espacial biopunk. Nara foi enviada de sua casa para começar o seu treino para se tornar uma capitã a bordo da estação espacial Ventral, mas após a primeira noite ela acorda e descobre que todos desapareceram e estranhos cristais alienígenas invasores surgiram em toda a estação espacial.

Tal como em qualquer jogo do género, o nosso objetivo é controlar Nara enquanto ela tenta resolver o mistério dos cristais alienígenas e encontrar os seus amigos desaparecidos. Pelo caminho temos de arranjar máquinas e procurar o capitão. A história aqui não é tão importante como em outros géneros como as visual novels, mas não quero na mesma entrar em grandes detalhes. Nara é um robô com cabeça de cúpula e isso torna-se importante depois de alguns minutos do jogo.

Em pouco tempo conhecemos Brainapilla, uma companhia biológica de Nara que passa a viver na sua cúpula na cabeça. Brainapilla atua como um sistema de dicas dentro do jogo para nos levar na direção certa. No fundo é a desculpa perfeita para ter um sistema de ajudas e funciona até melhor do que qualquer fada que aparece do nada num jogo de fantasia. Em termos de mecânicas de jogo Growbot é o típico jogo point and click. Temos de encontrar vários itens pelo caminho, resolver puzzles e por vezes combinar os itens que encontrámos. Muitos jogos do género usam lógica estranha para os seus puzzles, o que acaba por os tornar frustrantes, mas Growbot além de alguma tentativa e erro é bastante simples e pouco frustrante.

Um aspeto interessante e único é o arranjador de flores. O arranjador de flores é usado para criar escudos e chaves de escudo para permitir que Nara prossiga no jogo. Usando notas de flores que recolhemos no decorrer do jogo, podemos fazer os escudos e as chaves. Infelizmente todo o sistema não é bem explicado, caindo novamente no território de tentativa e erro. Growbot é controlado exclusivamente pelo rato, o que o torna muito simples de pegar e jogar. Podemos clicar, agarrar e é isso, não há qualquer dúvida sobre aquilo que podemos fazer no jogo.

Visualmente, Growbot é impressionante. Os gráficos estranhos e maravilhosos desenhados à mão simplesmente saltam do ecrã e música é tão linda quanto os visuais do jogo e perfeitamente adequada ao ambiente. Ao olhar para os visuais do jogo só fico com uma dúvida, se é mais ou menos bonito que Hoa. Se gostam muito do género, dificilmente podem ignorar Growbot, mas não irá acrescentar nada a quem não goste.

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