Análise: JARS

JARS é um jogo de estratégia agradável, dentro do género Tower Defense, onde os jogadores utilizam as suas unidades para defender objetivos. Desenvolvido pela Mousetrap Games e lançado através da Daedelic, Jars oferece uma experiência desafiante dentro do género e visuais interessantes recheados de vermes e outras criaturas meio medonhas num estilo pensado para agradar a fãs de Tim Burton.

Aqui os jogadores irão utilizar as teclas direcionais para clicar e abrir potes. Cada pote contém um item, lacaio ou um ser desagradável. Os jogadores precisarão de pensar de formas estratégicas para que ao abrir frascos consigam posicionar os seus lacaios para que os inimigos não tenham a oportunidade de destruir a sua base ou derrotar as suas unidades. A maioria dos níveis do jogo são bastante fáceis de vencer, mas de forma progressiva o jogo vai-se complicando e ocasionalmente apresenta-nos um nível bastante complicado.

JARS utiliza power-ups para melhorar ou adicionar habilidades aos lacaios, como aumentar a sua velocidade e cada um pode ter de dois a três power-ups que podem ser alternados entre os níveis. Alguns dos níveis mais complicados podem exigir que os jogadores voltem ao laboratório e alterem os lacaios e poderes que equiparam. Esta mecânica adiciona alguma complexidade a um jogo que é no geral simples e linear, mas por vezes estagna a ação porque nem sempre temos dinheiro para adquirir aquilo que realment precisamos.

Em cada nível temos um objetivo específico que muda ao longo do jogo. Estes objetivos vão-se tornando mais complexos ao longo do jogo e evoluem de simples “destruir tudo” para objetivos complexos que se sucedem. O jogo tem uma boa dose de aleatoriedade que o torna mais interessante também pois nunca sabemos o que vai sair dos jarros. Infelizmente o jogo não oferece nada que não tenhamos visto antes e apesar dos visuais interessantes, como jogo não é muito interessante.

JARS tem alguns bons elementos, a história começa até por ser promissora por exemplo, mas parece nunca saber onde levar tudo aquilo que faz bem. Ainda há coisas para gostar aqui, mas nada que justifique investir dinheiro aqui e não numa outra qualquer melhor proposta.

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