Análise: Arcadia Fallen

Arcadia Fallen é uma nova visual novel criada pelo estúdio Galdra Studio, sendo o seu primeiro jogo. É sempre complicado analisar jogos deste género, mas Arcadia Fallen tem um sistema de escolhas muito ligado aquilo que podemos encontrar num RPG, o que lhe dá alguma profundidade extra. Os jogadores podem criar o seu próprio protagonista também, o que ajuda a criar alguma ligação extra entre o jogo e os jogadores.

A história de Arcadia Fallen é bem escrita e contém um bom elenco de vozes, tornado-o uma experiência bastante agradável. Tendo como palco um mundo de fantasia dominado por um império, o jogo conta-nos como o império restringiu o uso de magia depois da última guerra. Aqueles capazes de utilizar magia são agora muito vigiados e o jogador joga como um aprendiz de alquimia. Na pequena cidade de Anemone Valley, a nossa personagem tem uma vida complicada, uma vez que apesar de ajudar muito os habitantes que utilizam os seus conhecimentos, os mesmos também olham com desconfiança para ele e o seu mestre.

É este o pano de fundo da história, com alguns acontecimentos demoníacos a desencadearem a história principal. O jogo é menos linear do que a maioria dos romances visuais. O progresso é feito visitando diferentes partes da cidade onde encontramos certos eventos e conversamos com outras personagens. Cada capítulo tem no entanto essencialmente um evento principal e tudo o resto é meio que para passar o tempo. A escrita de Arcadia Fallen faz um ótimo trabalho em estabelecer todas os personagens importantes e as suas personalidades. O jogo conta com muitas personagens que se vão juntando ao grupo ao longo do tempo. Os laços crescentes entre todos os membros do elenco principal são uma parte importante do que torna a história tão agradável.

As escolhas que fazemos ao longo do jogo permitem ao jogador colocar alguma da sua personalidade dentro dos eventos do jogo. Os jogadores podem escolher entre personagens masculinas, femininas ou neutras, mas os quatro personagens opcionalmente românticos disponíveis para todos os jogadores são únicos. Existem muitas opções de conversação em que recebemos notas que nos dizem qual o tom da resposta e as decisões importantes são marcadas junto aos seus prováveis impactos. Isto tem pontos positivos e negativos. Se por um lado percebemos exatamente o que estamos a fazer com cada opção, por outro também não há grandes surpresas e não podemos cometer erros. Mas conseguimos por outro lado planear exactamente o rumo que queremos dar à história.

Visualmente é um jogo consistente que tem cores que unem todo o jogo e os desenhos são capazes de transmitir emoção. No entanto não o posso considerar um jogo que me tenha surpreendido. É sólido sim, mas nada além disso. As vozes por outro lado são bastante acima da média. Não quero com isto dizer que sejam as melhores que já ouvi num jogo do género, mas tendo em conta o que costumo encontrar são realmente boas. A música também é bastante agradável, mas tal como os visuais não é memorável.

Os fãs do género vão encontrar muito para gostar em Arcadia Fallen. O sistema de escolhas é sólido e quem gosta de RPGs pode encontrar aqui algo para gostar, no entanto a jogabilidade continua a ser muito limitada e restringida ao normal do género. No entanto existe o sistema que referi acima e alguns puzzles que trazem alguma frescura à jogabilidade de Arcadia Fallen.

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