Análise: Dying Light 2: Stay Human

Não é de todo fácil cumprir todas as promessas que os estúdios fazem durante o desenvolvimento de um jogo. Os exemplos são muitos de jogos que ficaram muito aquém daquilo que prometeram. Por todos os No Man’s Sky, que fez por cumprir e até superar tudo aquilo que prometido ao longo do tempo, muitos são os estúdios que simplesmente partem para o projecto seguinte.

Dying Light 2: Stay Human era um jogo muito promissor e o estúdio responsável pelo seu desenvolvimento fez várias apresentações para mostrar todas as fantásticas ideias que estavam a implementar. O resultado final por outro lado fica aquém do que estava à espera, não porque a maioria destas ideias não esteja presente ou porque o jogo em si é mau, simplesmente pelo pouco impacto que estas mecânicas novas têm, deixando que Dying Light 2: Stay Human se pareça demasiado a tantos outros jogos em mundo aberto que temos no mercado.

A critica não tem sido unânime quanto à sua opinião de Dying Light 2: Stay Human, mas não me parece que se possa considerar este um mau jogo, muito pelo contrário. Muito do que tornou o primeiro um jogo tão bom continua presente e em praticamente todos os aspectos este é um jogo melhor que o original. O importante é que Dying Light 2: Stay Human está finalmente aqui e aquilo que podem ser considerados problemas, são na maior parte dos casos comportamentos que não agradam a todos os jogadores e estes parecem dividir-se entre gostar ou não das novidades.

Apesar de ter uma postura mais optimista relativamente a Dying Light 2: Stay Human relativamente a outros críticos, a realidade é que dificilmente poderia considerar que este não é um jogo decepcionante e isso é um problema bastante comum num jogo AAA. É realmente difícil agradar a todos os jogadores, mas sabemos com alguma certeza o que a maioria dos jogadores gosta. Para um jogo dar lucro a forma mais simples é tentar agradar a essa maioria. É essa a razão porque vemos tão pouca inovação nos grandes lançamentos. Estes jogos custam muitos milhões de euros para desenvolver e apenas se conseguem fundos se o projectos for visto como rentável. O estúdios parecem ter medo de se libertar dos seus hábitos e em vez de o sucesso dos seus lançamentos anteriores fazer com que corram mais riscos e criem algo verdadeiramente novo, o sucesso parece limitar ainda mais aquilo que as grandes distribuidoras querem ver numa sequela.

Infelizmente isto parece ser o que aconteceu aqui, já que apesar de o jogo ser muito bom, é exatamente o tipo de RPG massivo que vemos por todo o lado. Isto obviamente tem pontos positivos também. É uma experiência familiar e que não irá causar grandes atritos aos jogadores. Além disso, Dying Light 2: Stay Human utiliza o fascinante sistema de combate e parkour do seu antecessor. O que quer que seja dito sobre Dying Light 2: Stay Human, não podemos negar que é um jogo bastante único que oferece um mundo enorme aberto à exploração, centenas de atividades, tanto incluídas na história ou eventos secundários, como simples atividades que não têm qualquer narrativa e um sistema de jogabilidade central que continua tão brilhante como no jogo original.

Dying Light 2: Stay Human acaba por ser um jogo que fica aquém daquilo que poderia ser, mas a principal razão para isso é que quando um jogo é muito promissor, cada jogador cria uma imagem mental daquilo que o jogo irá ser, mesmo que nada do que imaginou alguma vez tenha sido pensada pelos developers.  Se jogaram o original e gostaram então irão simplesmente adorar Dying Light 2: Stay Human. No limite não é o jogo revolucionário que ficou no imaginário dos jogadores, mas está longe, muito longe, de ser um mau jogo.

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