Análise: Uncharted: Legacy of Thieves Collection

Quase a chegar ao PC pela primeira vez, a saga Uncharted chega à PS5 numa coleção que recolhe os dois jogos da série lançados em exclusivo para a PS4. Uncharted 4: A Thief’s End tornou-se rapidamente um dos melhores jogos da PlayStation 4, um dos 10 melhores da consola e se contarmos apenas com exclusivos então estamos a falar de um dos cinco ou até três melhores. O quarto jogo da série, pelo menos dos títulos principais uma vez que a série contou com um lançamento para a PlayStation Vita, é o culminar de tudo o que a série tem de fantástico, dimuindo um pouco nos elementos fantásticos mas adicionando alguns elementos de mundo aberto e exploração.

Com a Sony a lançar nestes últimos tempos alguns dos seus melhores jogos dos últimos anos no PC, não foi com grande surpresa que vimos o anúncio de que também Uncharted chegaria ao PC, no entanto antes disso a colecção é lançada na PlayStation 5. Além do fantástico Uncharted 4: A Thief’s End, Uncharted: Legacy of Thieves Collection contém também Uncharted: The Lost Legacy, uma espécie de expansão standalone de Uncharted 4 lançada em 2017 e que coloca Chloe e Nadine em destaque, mostrando em parte que a série pode facilmente existir sem Nathan Drake.

Apesar de achar que é importante que a série possa encontrar um caminho para o futuro, não posso deixar de aproveitar de passar algum tempo com Nathan Drake novamente. Nathan Drake é a estrela alegre da série Uncharted. Uncharted é uma história capaz de rivalizar com qualquer ilme de ação e apesar de nunca precisarmos de pensar muito sobre o que estamos a fazer, esta é a verdadeira definição de um blockbuster jogável. Além das secções de ação temos também alguns puzzles com pouco espaço para improvisação e mesmo os tiroteios são bastante lineares, mas não posso dizer que este tipo de experiência não seja exatamente o que procuramos num jogo deste género e em especial da série Uncharted.

Uncharted 4 acaba por ser a despedida de Nathan Drake e talvez até da fórmula tradicional da série. Não sei qual é o caminho que a Naughty Dog vai seguir no futuro, mas acredito que seja um com mais elementos de mundo aberto. Felizmente temos mais esta reedição para aproveitar o melhor que a série teve para oferecer até agora e especialmente aproveitar a história e personagens, um elemento que se destaca nestes últimos jogos da série. Apesar de ser difícil de considerar que a série explorou tudo o que podia, a realidade é nos moldes atuais já não há muita estrada para percorrer e a fórmula e Nathan Drake como personagem têm uma conclusão mais do que apropriada.

As melhorias que este relançamento traz para os dois jogos parecem pequenas, mas não posso deixar de referir que não é fácil melhorar algo que era tão impressionante na PS4 antes. Um dos primeiros elementos em destaque é o uso do novo comando da PS5. Agora podemos sentir o impacto dos tiros e outros elementos. Sempre que nos agarramos a um penhasco sentimos o movimento no DualSense e este continua a ser um trunfo fantástico dos jogos da PlayStation 5. Pode parecer um gimmick à primeira vista, mas sinceramente ainda não me fartei, nem o DualSense me deixou de impressionar ao fim de um ano.

Visualmente também notamos melhorias, mas não é fácil melhorar um jogo que já era lindo antes. Uncharted 4 já era jogável na PS5 na versão original, mas com esta versão temos acesso a por exemplo modos de imagem, que permitem dar prioridade à framerate ou aspeto visual geral, aumentando o detalhe por exemplo. Uncharted: Legacy of Thieves Collection não é um jogo obrigatório para quem jogou e re-jogou o original, mas pode ser uma desculpa perfeita para voltar a jogar ou a melhor forma de jogar estes jogos se ainda não o fizeram. Por outro lado, quando chegar ao PC então pode chegar a outros públicos diferentes e nesse caso, a compra é completamente obrigatória.

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