Análise: Tempest 4000

A história do desenvolvimento de Tempest 4000 é confusa, envolvendo criadores de jogos veteranos e uma Atari que não gostou de ver essencialmente o seu jogo com outro nome. Jeff Minter e a sua Llamasoft desenvolveram para a PlayStation Vita o jogo TxK, algo que não agradou à Atari dadas as suas semelhanças com Tempest 2000. Por incrível que pareça as duas partes chegaram a acordo e é por isso que temos Tempest 4000, que é pouco mais do que TxK com o nome que sempre deveria ter tido.

Quem jogou Tempest 2000 ou TxK sabe exatamente o que pode encontrar aqui. O jogador controla a Claw, uma espécie de nave que ataca alienígenas. O jogo é muito rico em efeitos de partículas e os criadores conseguiram extrair toda a potencia das novas consolas para melhor um jogo que já tinha um aspeto fantástico na PlayStation Vita. Para dizer a verdade, Tempest 4000 não fica a ganhar muito em ter o nome e apoio da Atari, mas é sempre nostálgico ver o logo da Atari antes de um jogo.

A jogabilidade é realmente boa. É o tipod e jogo que não envelhece, mas não há como esconder que não há nada de realmente novo aqui. Os níveis são basicamente os mesmos de TxK, existindo um mini-jogo que parece tão deslocado do resto agora como no lançamento original.

Se gostam de jogos arcade irão adorar Tempest 4000, mas este é um daqueles jogos que ou vão adorar ou detestar, não há qualquer meio termo possível. Há muita familiaridade aqui, um modo de sobrevivência e opções inteligentes de seleção de nível complementam a experiência arcade padrão, mas mesmo a UI parece um pouco datada.

Tempest 4000 é um jogo divertido, cheio de luzes e efeitos. O principal problema aqui é que tenha quase a certeza de que já jogaram isto antes. A sua qualidade não está em causa, de todo, mas se procuram algo que leve o género numa nova direção ou algum tipo de inovação, talvez não seja o melhor jogo para comprar.

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