Análise: Shadow Warrior 3

O reboot de Shadow Warrior foi uma agradável surpresa na altura do seu lançamento. Foi uma verdadeira lufada de ar fresco no mercado saturado de shooters lineares. Apesar disso não há como fugir ao facto de Shadow Warrior ser uma experiência retro com visuais modernos. Shadow Warriors apenas parecia inovador porque o mercado já não via um bom shooter com áreas secretas e onde a exploração não era apenas encorajada mas sim obrigatória.

Shadow Warrior 3 pode ter como palco as ruínas devastadas por demónios de um Japão futurista, mas o jogo em si volta a ser um regresso ao passado dos shooters. Não há nada de verdadeiramente errado nisto, mas tanto o humor como o design está pensado para quem acha que o género atingiu o pico nessa altura. O protagonista Lo Wang está constantemente a dizer piadas e quebrando a quarta parede, usando o seu próprio nome para as piadas óbvias.

A jogabilidade em si está mais moderna do que me lembro, mais dinâmica e oferecendo algumas possibilidades diferentes das clássicas. Há parkour e ganchos que fazem com que este Shadow Warrior 3 fique bem mais longe do shooter clássico onde temos de explorar o ambiente à procura de formas de abrir portas. Shadow Warrior 3 pode ser um shooter bastante caótico, no bom sentido. O jogo mantém as coisas simples, contendo seis armas, saúde limitada e muitos inimigos bastante originais. Comparado com o primeiro jogo deste reboot por exemplo, este jogo é muito mais colorido por exemplo.

Shadow Warrior 3 contém onze missões divididas entre porções de combate de arena e seções de travessia de vôo, ambas desafiantes à sua maneira. A adição de mecânicas de parkour e o gancho de Lo Wang criam alguns cenários de corrida livre que trazem variedade à série e adicionam verticalidade ao combate. Acaba por ser o humor do jogo o elemento que menos me impressionou. As tentativas de comédia são tão frequentes e tão cansativas que se torna complicado apreciar qualquer elemento da histórias. Todas as piadas são trocadilhos com o nome de Lo Wang ou com letras de músicas dos anos 80 que a nossa personagem altera.

O jogo acaba de forma forte, sendo a melhor parte do jogo o final. Na sua duração de oito horas o jogo consegue oferecer alguns bons momentos. Este é um jogo que é mais forte quando temos o ecrã cheio de inimigos e é nesta altura que o jogo tem mais inimigos. Afastar dezenas de inimigos que vão desde homens-bomba a samurais e conseguimos fazer algumas coisas verdadeiramente emocionantes. Há muito trabalho e paixão investidos em Shadow Warrior 3, e existe um público alvo que vai adorar o jogo. O meu problema é talvez o preço do jogo tendo em conta a curta companha.

Shadow Warrior 3 é um shooter sólido com alguns momentos soberbos. Infelizmente é curto, caro para o conteúdo que nos apresenta e o humor do jogo é fraco. Quando Shadow Warrior 3 está no seu melhor é realmente bom, mas quando se aventura em áreas como a comédia e história, deixa-nos a desejar estar a disparar contra samurais.

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