Análise: Hubris

Os jogos VR talvez ainda não tenham atingido todo o seu potencial. Dispositivos como o PlayStation VR e o Oculus Quest trouxeram a tecnologia para as massas, mas o hardware tem evoluído muito e aquele que oferece uma melhor experiência contínua a ser caro. Isto impede que exista um verdadeiro investimento em jogos para VR, mas isso não quer dizer que não existam já muito boas propostas. A tecnologia está longe de morta e ao contrário do 3D que ficou popular há uns anos e acabou por nunca crescer ao ponto de se tornar mainstream, o VR tem tudo para continuar a crescer e facilmente pode explodir quando mais jogadores tiverem acesso à tecnologia. Todos queremos estar vivos quando algo ao nível de um Ready Player One se tornar realidade certo?

Hubris tinha tudo para ser um marco dentro do género. É um jogo desenvolvido para VR e pensado para esse meio de raiz, é um jogo bem completo que não se baseia num só conceito e no geral é aquilo que queremos, um jogo com as mecânicas que nos habituámos a ver na maioria dos jogos mas em VR. Infelizmente quando olhamos através da novidade e dos visuais vistosos do jogo, vemos que maior parte das suas mecânicas são no limite satisfatórias e maior parte do jogo é até bastante mediocre.

O jogo começa logo por ser bastante básico na sua premissa. O jogador é basicamente um fuzileiro espacial que pertence a uma força responsável de terraformar um planeta. Podemos ver as torres responsáveis pela terraformação ao longe, mas o mundo apesar de bonito, parece um pouco despojado de vida, pelo menos em variedade. O jogo é realmente bonito, especialmente para um jogo VR, mas o jogo tem muito pouca variedade em termos de criaturas e inimigos no geral. No geral um tiro basta para eliminar os seres vivos do planeta e mesmo os inimigos mais fortes não dificultam muito as coisas.

O jogo não se baseia apenas em disparar contra tudo o que mexe. Existe um sistema de crafting simples, mas satisfatório. A UI é funcional e não sentimos grandes dificuldade em fazer o que precisamos de fazer. É na jogabilidade principal que Hubris acaba por falhar. Quando estamos simplesmente a escolher e recarregar a arma tudo funciona bem, mas apontar e disparar nem por isso. Sinceramente é isto que mais explica que um tiro baste, já que não é de todo fácil acertar num inimigo. Não conseguimos encontrar uma posição decente para apontar a pistola e a metralhadora e disparar por intuição não é muito eficaz e desperdiça muitas munições que não são assim tão abundantes.

O jogo tenta forçar o jogador a uma abordagem mais tática, com tempos longos de carregamento e poucas munições disponíveis, mas como não conseguimos apontar com grande precisão esta abordagem não faz grande sentido. O jogo vai crescendo com o tempo. O jogador vai-se tornando melhor, os inimigos vão sendo mais variados e no geral o jogo torna-se mais desafiante, mas há coisas que o impedem de ser verdadeiramente bom independentemente da altura do jogo. Os inimigos nunca são muito inteligentes por exemplo e enquanto inimigos não são muito bem desenhados, sem pontos fracos e a forma de os enfrentar é quase sempre a mesma, acertar-lhes mais ou menos vezes. Existem algumas excepções, mas são poucas.

Um aspeto onde Hubris falha é na liberdade dada ao jogador. Não há grande espaço para exploração e descobrir as coisas por si. Existe um robô que nos segue durante quase todo o jogo e que nos explica tudo e mais alguma coisa, returando a possibilidade do jogador de descobrir as coisas por si. A escrita e história do jogo não impressionam também por isso não se perde muito com este robô irritante, mas acaba por ser uma oportunidade perdida para fazer algo mais memorável.

No que toca ao elemento VR, Hubris é um jogo confortável de jogar, sem exigir uma sala inteira para se jogar e também não nos faz sentir enjoados. É realmente pena que Hubris não vá mais longe. Existia aqui espaço e capacidade para melhor. Hubris é um jogo bonito e no geral bem executado mas que tem falta de algo que o torne memorável e também de uma jogabilidade de shooter mais forte.

As you’d imagine, you’ll need full range of motion for both arms to climb and swim, so make sure to either have an adequate chair to sit in or stand up for the entirety

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