Análise: FixFox

FixFox é um jogo que coloca o jogador a arranjar máquinas. Desenvolvido pela Rendlike e publicado pela Joystick Ventures, FixFox é um jogo cheio de momentos memoráveis no decorrer da sua história. O mapa do jogo é gerado de forma aleatória e por vezes mesmo as zonas por onde já passámos voltam a ser gerada, o que mantém o jogo interessante. A jogabilidade é também essencialmente perfeita para o jogo e no geral FixFox oferece uma experiência agradável durante toda a sua duração, mesmo que não exista aqui nada de realmente revolucionário.

Em FixFox jogamos como Vix, uma raposa que conserta coisas. Aliás, basta traduzirem o nome do jogo à letra e vão saber exatamente do que o jogo trata.. Vix é um SPACR de profissão, uma espécie de mecânico/engenheiro que trabalha no espaço e tem a tarefa de reparar um farol antigo que ficou offline. Juntamente com a nossa caixa de ferramentas vamos para o espaço para arranjar o tal farol. Depois de um pequeno sono criogénico que garante que chegamos lá vimos, chegamos a um planeta habitado por robôs, mas onde é estritamente proibido arranjar máquinas e ferramentas. Sem ferramentas para o trabalho, precisamos de procurar na sucata e usar praticamente tudo o que encontramos como ferramentas.

Enquanto atravessamos este planeta iremos encontrar coisas para arranjar e objetos para recolher. Pelo caminho encontramos duas fações, a Ordem e os Piratas. A Ordem basicamente não quer que arranjemos nada e os Piratas não querem que levemos as suas coisas. Vamos ter acesso a um contador que mete o quão chateados cada um está e se atingirmos o máximo eles vêm-nos causar problemas.

Visualmente FixFox é uma experiência agradável aos olhos, graças ao seu excelente estilo de pixel art usado em todo o jogo. Embora a maioria das coisas pareça bastante simples, na maioria das vezes tudo é diretamente discernível à primeira vista. O jogo também não se parece com o típico jogo 2D, já que os seus criadores adicionaram alguns efeitos de paralaxe que dá uma ideia de jogo 3D a certas cenas e objetos. Continuando na apresentação do jogo, a componente audio é também bastante interessante, com músicas agradáveis que nos remetem para uma atmosfera futurista e o resto dos sons do jogo, principalmente os efeitos sonoros são também muito bons.

A história do jogo não é de todo o seu ponto forte, mas a escrita em si é boa. As personagens são realmente divertidas e cheias de personalidade. Vix é uma daquelas protagonistas silenciosas, mas todas as personagens que a rodeiam são realmente bem escritas e os diálogos são muito divertidos. Existem algumas referências a problemas sociais que me surpreenderam e no geral a história e setting no geral foram uma componente do jogo que surpreendeu pela positiva, uma vez que neste género o normal é encontrarmos algo muito mais simples.

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