Análise: Haiki

Há algum tempo que não tenho grande paciência para jogar um daqueles jogos de plataformas altamente punitivos onde praticamente tempos de fazer um jogo perfeito para avançar. Existe alguma coisa em jogar algo que tem como principal trunfo frustrar o jogador que me dá pouca vontade para jogar. Alguns jogos do género como Super Meat Boy são bastante gratificantes, mas são raros aqueles que conseguem o equilíbrio perfeito.

Haiki é um jogo que se insere na perfeição na descrição acima. É um jogo que pune fortemente todos os erros mas tem os controlos precisos o suficiente para que seja pelo menos um bom jogo do género. Infelizmente não oferece nada que realmente eleve o género. Não é um jogo fantástico visualmente ou tem uma banda sonora fenomenal, mas se gostam do género, Haiki oferece exatamente o que seria de esperar.

Como em praticamente todos os jogos do género temos de evitar vários perigos que nos matam logo. Este é um jogo que não tenta inovar a formula e tem um publico alvo bem definido, algo que é evidenciado pela inclusão de até um relógio para que os speedrunners tenham tudo o que precisam dentro do jogo.

Haiki é um jogo hardcore que baseia a sua longevidade na dificuldade. Os 80 níveis presentes neste momento no jogo podem demorar um par de horas a completar ou anos, dependendo da vossa habilidade para simplesmente não falhar um único salto. É um jogo onde morrer faz supostamente parte da diversão e o que irão sentir a jogar Haiki depende apenas daquilo que estão à procura e do que vos apetece jogar neste momento.

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