Análise: Aspire: Ina’s Tale

Aspire: Ina’s Tale é um puzzle platformer simplesmente bonito e uma história intrigante que infelizmente não tem a qualidade suficiente na sua jogabilidade para suportar toda a qualidade da apresentação. É realmente pena já que o jogo tem um fantástico impacto visual e uma banda sonora soberba. Em Aspire: Ina’s Tale, o jogador atravessa um mundo 2D como Ina, uma personagem que encontramos adormecida e que de repente acorda sem saber como ela chegou aquele local nem por que estava a dormir.

O jogador tem portanto de responder às questões de Ina e para isso começa explorar este mundo contido e tentar encontrar uma saída. Embora a história fique um pouco pesada, existe pelo menos uma promessa e algo intrigante. Os diálogos entre as personagens ocorrem e oferecem um pouco de contexto sobre quem é Ina, onde estamos como jogadores e o que tudo significa num contexto mais amplo. O jogo faz também um uso razoável de narrativa ambiental nas imagens de fundo que ajuda a juntar as peças da história.

Um dos aspetos visuais que mais rapidamente salta à vista são as cores vibrantes e os fundos impressionantes. O mundo inteiro construído dentro de Aspire: Ina’s Tale tem um estilo consistente e tanto a arte estática como em movimento tem um excelente aspeto. A qualidade dos visuais mantém-se do início ao fim e este é um aspeto do qual os criadores podem realmente orgulhar-se. Juntamente com os lindos designs extensos, a banda sonora também é fantástica e o jogo não tem problemas em por vezes fazer uso do silêncio.

Infelizmente a jogabilidade de Aspire: Ina’s Tale é o seu principal problema. Como um jogo de plataforma e puzzles esperava mais precisão nos seus saltos. Os saltos num platformer são cruciais para que o jogo seja bom e frustrantemente, a maioria das sequências do jogo exige tal exatidão que o jogo simplesmente se torna frustrante.Da mesma forma, os puzzles acabam por quebrar o ritmo. Na maior parte do jogo, Ina ganha a habilidade de mover e ampliar quaisquer itens e embora os puzzles em si não sejam muito complicados de resolver, a exatidão do tempo, combinada com algum atraso nos controlos acabam por complicar aquilo que não tem razão para ser complicado. Pior do que isto são os bugs que por vezes deixam Ina presa no cenário e nos obriga a recomeçar do último ponto de gravação.

Aspire: Ina’s Tale é um jogo realmente bonito, mas quando a jogabilidade não acompanha e existem bugs capazes de estragar a experiência, por muito bonito que um jogo seja não o posso recomendar. Podemos ver a solução dos seus puzzles à distância, mas depois não conseguimos concretizar por causa dos problemas de jogabilidade. Isto torna o jogo altamente frustrante e por essa razão não o posso recomendar.

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