Análise: Prison Simulator

O género simulação tem-se tornado quase um meme dentro da industria. Tanto podemos contar com simuladores realmente realistas sobre camiões ou aviões como com simuladores sobre coisas completamente parvas, desde cabras a vagabundos. Prison Simulator é um jogo de simulação na primeira pessoa da Baked Games SA onde os jogadores assumem o controlo de um novo guarda prisional no seu primeiro dia de trabalho. Podemos personalizar totalmente os 16 presos iniciais da ala inicial, o bloco B. Podemos customizar a sua aparência, personalidade e até os crimes que os colocaram na prisão.

Prison Simulator tem dois modos de jogo principais, freeplay e modo história. No modo freeplay, a prisão está completamente construída, permitindo que todos os tipos de combinações de eventos diferentes aconteçam a cada turno. No modo história começamos apenas com a prisão básica. Os jogadores são guiados pelo diretor da prisão e alguns outros guardas e os eventos acontecem numa ordem predeterminada, com os jogadores autorizados a aceder ao orçamento da prisão para escolher algumas melhorias para a prisão como melhorias para os quartos ou comprar novos equipamentos. As personagens também recebem mais personalidade e motivação, sendo uma experiência bem mais estruturada.

Os jogadores começam com apenas algumas peças de equipamento como um walkie-talkie para comunicar com o resto da equipa ou um cassetete para pacificar os reclusos. Ações mais agressivas consomem energia e quando a energia acabar temos que esperar para a restaurar. Os jogadores também precisam de comer ao longo do dia para manter a saúde, podendo o jogador ainda ativar elementos que dificultam tudo mais um pouco como Permadeath, onde se morre se a saúde estiver esgotada, e Merciless, onde os salvamentos também são excluídos após a morte. À medida que subimos de nível, podemos ganhar novas habilidades ativas e passivas, mas precisamos de receber dinheiro para adquirir essas habilidades.

Aqui também temos uma série de funções que nos podem ser atribuídas como o atendimento a prisioneiros, supervisionar a zona de trabalho ou inspeccionar as celas. Cada tarefa tem objetivos diferentes e após cada evento, os jogadores terão tempo livre para assumir algumas atividades de lazer. A maioria dos dias úteis envolve normalmente um evento de abertura, um único período de tempo e um evento de fecho. Os jogadores são livres para explorar a prisão que apesar de ser realmente grande não oferece grande coisa em termos de interactividade. O jogo tem também um sistema de fações e reputação. Se por um lado os guardas e diretor querem que ajudemos a manter a lei e ordem, os prisioneiros querem que os deixemos em paz e continuar a fazer o seu contrabando.

Prison Simulator tem alguns bugs menores, mas constantes, não sendo de todo um jogo que recomende pela sua solidez. As texturas são pobres e as animações também não são muito boas. Este é um jogo que tenta simular uma realidade que poucos têm a oportunidade de viver e alguns jogadores podem sentir curiosidade suficiente para o jogo lhes interessar, no entanto grande parte do jogo envolve coisas muito mundanas e aborrecidas. Com valores de produção melhores, melhor IA e um ambiente mais interactivo este podia ser um jogo bom, mas nem pela história é um jogo que ganha muitos pontos.

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