Análise: Crowns and Pawns: Kingdom of Deceit

Crowns and Pawns: Kingdom of Deceit é uma aventura point-and-click das mãos do estúdio lituano Tag of Joy e que mostra que a equipa sabe exatamente aquilo que é capaz de desenvolver um bom jogo do género. O jogo é recheado de humor e surpresas na sua história, capturando tudo aquilo que de melhor o género tem para oferecer. Nem tudo é perfeito no jogo e alguns dos puzzles deixam um pouco a desejar, mas no geral o resultado final é realmente positivo.

Milda é a personagem principal, vinda de Chicago e com vinte e poucos anos, ela vive sem grandes preocupações num pequeno apartamento quando ela recebe uma carta que a informa que o seu avô faleceu e ela herdou a sua casa na Lituânia. Ao chegar às ruínas que restaram, é evidente que alguém está a vasculhar os pertences do seu avô e é aqui que a história realmente começa. Não é fácil pegar num jogo do género sem o comparar com os melhores exemplos do género e em Crowns and Pawns: Kingdom of Deceit conseguimos ver as influências de Broken Sword entre outros.

As personagens pintadas à mão de jogos como os da série Broken Sword dão lugar a algo mais perto da animação moderna, mas com vozes fantásticas e personagens interessantes, Crowns and Pawns: Kingdom of Deceit consegue elevar o seu mundo e personagens. A ocupação que o jogador escolhe para Milda no início do jogo alimenta alguns dos puzzles que encontramos no resto do jogo. Como assistente de psicólogo, podemos usar um livro para analisar os NPCs em busca de pistas sobre como fazê-los ajudar-nos. Se por outro lado escolhermos o caminho de programador podemos hackear computadores. Estas escolhas combinam perfeitamente com a história e ajudam a dar importância à nossa escolha. À medida que Milda descobre mais elemetnos da história, o objetivo final torna-se evidente e a história torna-se realmente intrigante. As motivações de Milda não são claras, mas a história em si é relamente interessante e bem contada.

Alguns dos puzzles são simples o suficiente para serem resolvidos de forma lógica, mas outros recorrem às regras estranhas do género e são esses os puzzles menos gratificantes e menos divertidos. O resto do jogo envolve conversar com as outras personagens, explorar os ambientes à procura de pistas e combinar itens do inventário. Apesar das boas personagens presentes, a realidade é que são poucas. Não há uma grande quantidade de NPCs para interagir, o que torna a aventura mais compacta do que outros jogos do género. Felizmente os relacionamentos de Milda com a sua melhor amiga Dana e Joris são um verdadeiro destaque. O diálogo é bastante natural e bem escrito. Milda contorna situações fatais com uma alegria estanha mas contageante.

Crowns and Pawns: Kingdom of Deceit é um jogo realmente bom com um par de pequenos problemas. O final parece muito apressado, as motivações tanto do vilão como de Milda nunca são realente claras e alguns puzzles não funcionam. Mas excepto estes pequenos problemas, Crowns and Pawns: Kingdom of Deceit é um bom jogo do género, indo buscar inspiração aos melhores exemplos do mercado mas tendo alma e ideias próprias.



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