Análise: Music Racer: Ultimate

Os jogos rítmicos viram o seu auge na geração da PlayStation 2, mas ainda existem alguns lançamentos atuais capazes de nos lembrar porque são tão divertidos e viciantes. Um dos jogos que me ficou na memória dos tempos aureos do género é Audiosurf. Music Racer: Ultimate tem tudo em comum com Audiosurf. Se jogaram esse jogo sabem o que esperar de Music Racer: Ultimate. Começamos por escolher uma música e tentar recolher o maior número possível de ícones num percurso gerado instantaneamente com base na batida da música. Não existe uma campanha ou outras coisas desbloqueáveis. É uma experiência tão arcade quanto possível e o conceito continua a ser tão perfeito como no jogo que o inspirou, no entanto Audiosurf mesmo com os seus anos todos, continua a ser superior.

Visualmente o jogo é realmente ofensivo. Não quero dizer que seja mau quando vemos imagens do jogo, mas o estilo low-poly misturado com neon e muito retrowave faz os olhos doerem. Pra dizer a verdade o jogo é capaz de induzir dores de cabeça com facilidade. Quanto mais pequeno o ecrã for menos problemas causa, mas continua a ser doloroso fazer mais do que um par de jogos seguidos. Num ecrã grande e luzes apagadas é doloroso completar um nível sequer e neste caso, aqueles avisos de ataques epilépticos são realmente verdade.

Um dos maiores trunfos de Audiosurf era a capacidade do jogo tornar jogável qualquer música que tivéssemos no PC. Music Racer: Ultimate tem algumas músicas, quase todas elas de música eletrónica e nenhuma realmente memorável. Quando escolhemos uma música ao nosso gosto o jogo torna-se automaticamente melhor, mas há um limite à quantidade e variedade que o jogo consegue lançar contra o jogador e essa está longe de ser tão grande como em Audiosurf, o que aliado aos problemas visuais, ajuda a explicar porque Audiosurf continua a parecer tão superior.

Existe ainda outro problema. Ao contrário de Audiosurf onde podíamos simplesmente adicionar músicas do computador, aqui temos que adicionar as músicas através de um link, algo que é muito difícil de fazer porque não existe boa forma de o fazer. O jogo conta com um motor de pesquisa mas onde também é praticamente impossível encontrar o que quer que seja. Por fim podemos falar da criação automática dos níveis que ao contrário de Audiosurf pouco parecem ter a ver com a música em questão.

É realmente pena que a execução de Music Racer: Ultimate não seja melhor. O conceito funciona e não posso imaginar não gostar de um jogo como Audiosurf, com visuais atualizados e que simplesmente pudéssemos ligar a um serviço como o Spotify. Infelizmente Music Racer: Ultimate está longe de ser uma experiência simples e jogar é doloroso para os olhos.

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