Análise: Pompom

Pompom é um puzzle platformer inspirado na era 16 com visuais a condizer. A personagem principal é um hamster adorável e no geral todo o jogo é colorido. Uma criança foi raptada pelos gatos piratas do espaço e temos que a salvar, partindo para a aventura com o nosso hamster. Ao contrário da maioria dos jogos do género, em Pompom não controlamos diretamente a personagem. Aqui colocamos plataformas e outros objetos para guiar Pompom até ao final do nível. É dado ao jogador uma série de objetos. Temos plataformas de vários tamanhos, molas e ferramentas que partem outras plataformas.

Normalmente, recebemos uma quantidade limitada destes itens, mas em alguns casos, o jogo oferece-nos itens como um cronómetro para congelar Pompom no lugar. Também podemos clicar em objetos no ambiente de nível para ativá-los, como ventiladores ou botões para alterar o posicionamento da plataforma. A velocidade a que novas mecânicas são introduzidas é regular e isso ajuda bastante o jogo manter-se fresco. Pompom oferece muito conteúdo. Há uma variedade de mundos para explorar com cerca de oito níveis cada e o jogo faz um excelente trabalho ao introduzir novos itens. No final de cada mundo temos um boss que é um dos piratas que referi acima. Estes bosses são verdadeiros puzzles, uma vez que não temos controlo direto sobre Pompom, mas a solução costuma ser bastante óbvia.

Neste jogo Pompom corre sempre para a frente. Quando chega ao final de uma plataforma ele salta automaticamente e é aí que temos de ter atenção. Demora um pouco para nos habituarmos aos movimentos e comportamentos de Pompom. Não é propriamente um jogo que nos ensina a jogar pelo que vamos ter bastante experimentação e normalmente quando perdemos é porque não sabemos exatamente o que estamos a fazer. Os níveis podem parecer um jogo de plataforma, mas estão mais perto de puzzles do que de um jogo de plataformas e se há um jogo que encaixa na categoria puzzle platformer é Pompom. Um problema do jogo é que ao contrário de outros jogos onde podemos claramente ver que a solução não é a que estamos a tentar, aqui há uma margem que nos leva a tentar a mesma coisa duas ou três vezes para ter a certeza.

Usando o rato podemos clicar e mover as coisas diretamente, pelo que não há muito que dizer da jogabilidade. Acredito que muitos não irão gostar da jogabilidade pelo conceito, mas a execução em si faz aquilo que devia fazer. Podemos alterar a direção do movimento de Pompom se ele atingir uma plataforma na direção errada também, pelo que não temos repetir o nível porque deixámos Pompom andar um pouco mais. Os gráficos vão agradar a todos os que tiverem um pouco nostalgia da era 16bit. Não sei até que ponto é mais fácil fazer um jogo atualmente com os visuais de Pompom ou algo super detalhado, mas a mim Pompom impressiona por fidedigno à geração.

Pompom é uma personagem adorável e a sensação geral e o design do jogo são encantadores com humor leve, adequado para todos os públicos. Pompom pode parecer exatamente igual a um jogo de plataformas de 16bit, mas é objetivamente diferente na sua abordagem à jogabilidade. Os criadores de Pompom correram o risco de tentar algo realmente diferente e quem quiser correr o risco de experimentar algo diferente dentro do género será recompensado com um jogo realmente interessante.

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